experiência

Loja física: eu sei que alguma coisa aconteceu…

O estudo Micro-Momentos, conduzido pela Google, mostra que o número de smartphones no Brasil subiu de 10 milhões em 2010 para 93 milhões de aparelhos agora em 2015, e que o acesso à internet a partir dos dispositivos móveis subiu 112% no último ano. Com esse boom tecnológico não deu outra – o e-commerce ganha força: a conclusão de compra feita a partir de smartphones subiu para 74%, de acordo com a pesquisa, que examinou os dados de 1,2 mil pessoas entre junho e agosto de 2015.

O consumidor está conectado o tempo todo e quer muito mais informação: 80% dos brasileiros que participaram do estudo usam seus dispositivos para saber mais sobre algum produto ou serviço que querem comprar. E a palavra de ordem é convergência: estar em diversas plataformas que conversam entre si e que dão as informações certas para o público é fundamental para conquistar e concretizar a venda.

Mas erra quem pensa que isso vai “matar” as lojas físicas. A tendência é que elas se tornem espaços de interação do cliente com a marca, experiência e imersão. Lojas de todos os portes têm gradativamente investido nesse modelo e o comportamento do mercado vem cada vez mais apontando para essa direção.

Quando falamos em lojas que são conceito e experiência é difícil não pensar na Apple. As lojas da maçã contam com vendedores fãs da marca e altamente qualificados para responder a qualquer pergunta sobre os produtos. Os espaços são divididos em duas áreas principais: a parte da frente é voltada aos produtos que estão à venda, com mostruários ligados e conectados para que o cliente ao chegar conheça em detalhes os produtos. A segunda parte tem uma variedade de serviços como a configuração personalizada e gratuita dos dispositivos Apple, workshops também gratuitos e assistência técnica.

Outra referência bacana para se pensar em experiência de compra é a FARM, vinda do Rio de Janeiro. Algo dito comumente pelos fãs da marca é que a FARM não vende roupas, mas um estilo de vida. Além da loja virtual, aplicativo e um blog que trata de assuntos afinados com o público-alvo, as lojas físicas da FARM são pensadas com cuidado para refletir a garota carioca da zona sul que inspira a marca. Delicadezas como um cheiro característico e grama sintética nos provadores, além de vendedores selecionados entre fãs da marca, fazem com que a visita ali seja uma experiência. Mesmo com o alto faturamento online e exclusividades da loja virtual como o Bazar – em que peças de coleções passadas são vendidas a preços bem mais baixos – a loja física ainda encanta e seduz o consumidor, fortalecendo valores do branding e estimulando o fechamento de compra.

Independente do porte da marca, tudo isso é inspiração importante. A lição que fica é que a experiência presencial ainda vale muito – e isso provavelmente não vai mudar. Assim, apresentar um diferencial, criar um ambiente para cativar o cliente e agradar ao público já existente pode garantir o lugar das lojas físicas em um mundo tão conectado…

Sócio fundador da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

A loja física como conceito e experiência

Alexandre Estanislau

Sócio fundador da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC - Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais - Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Comportamento
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