Mesha_Lab

Paulo Emediato conta um pouco do pensamento por trás da primeira edição do workshop-laboratório

Novas formas de pensar, fazer e criar. É com esse mote que surge o MESHA LAB, um workshop-laboratório que chega em setembro a BH e traz inovação, inspiração e quebra de paradigmas como proposta de coaprendizagem para os seus participantes.

São 102 horas de aprendizado e troca de experiências, visões e ferramentas para afiar a criatividade e o empreendedorismo dos profissionais. Até o conceito de “sala de aula” é questionado: os encontros serão realizados em diversos pontos da capital mineira como o Mercado Distrital do Cruzeiro e o Espaço Centoequatro, e os participantes podem beber e comer como em um happy hour.

A Bolt entrevistou Paulo Emediato, um dos cocriadores desse movimento, e ele nos conta muita coisa interessante sobre o que vai acontecer nos 32 encontros e o pensamento que fez surgir a iniciativa.

De um modo geral, o que é o MESHA LAB?
O MESHA LAB é o primeiro passo de um movimento. Existem várias pessoas, empresas, projetos e iniciativas que pensam inovação, empreendedorismo, conhecimento e experimentação olhando pra frente e pensando o futuro. Essas pessoas se conhecem, mas raramente trabalham juntas, por isso pensamos: por que não integrar todo mundo e desenhar um programa que preencha o abismo entre a educação tradicional e as necessidades do mundo de hoje?
A partir daí, formamos um grupo pra pensar conteúdos e formatos de nos combinar até que o programa fosse completamente desenhado.

E como surgiu esse projeto?
O MESHA nasceu de uma reunião de pessoas incríveis que se propuseram a cocriar essa história. De repente um foi convidando o outro e a coisa cresceu. Fizemos tudo no modelo de protótipo mesmo. Queremos testar nossa capacidade de trabalhar juntos e levar isso para pessoas ávidas por uma abordagem diferente do processo de aprendizagem. Fizemos um docs compartilhado, rodamos as pautas, ligamos pra pessoas e perguntamos: que aula você gostaria de dar? Depois chegou a hora de compilar e amarrar toda a história até o momento que estamos hoje.

Bacana! E quem pode participar?
O que nós oferecemos é uma experiência que pode levar você a caminhos que vão além da sua especialidade. Afinal, o mundo ficou tão complexo que não dá mais para dividi-lo em compartimentos onde cada um domina um assunto, mas ninguém se entende direito. Pensamento sistêmico, visão holística, colaboração e interdisciplinaridade são conceitos-chave de uma nova atuação profissional que tem como centro as pessoas. MESHA LAB é para profissionais que entendem (ou intuem) que é preciso aprender essa nova dinâmica. Não importa qual seja sua história ou área de atuação. E se, por um acaso, você não vê muito significado nisso, é para você mesmo que criamos essa jornada.

Como será a programação?
Na programação intensa, temos 32 encontros em 10 semanas. Aqui vamos mesclar inspiração e mão na massa. Temos profissionais seniores, com muita experiência e outros super novos, igualmente incríveis, mas com outra perspectiva. Nossa ideia foi mesclar bastante e ter uma abordagem mais generalista. O mundo ficou tão especializado que as pessoas se distanciaram. Ao contrário das escolas tradicionais, que fazem promessas com um retorno exato, a gente quer cocriar o resultado junto com os alunos. O importante é empoderá-los para que eles possam conduzir suas próprias jornadas durante o curso.

Vimos que tem um monte de gente interessante na equipe. Como foram selecionados?
Na verdade, no dia em que a ideia foi concebida, chegamos em casa e fizemos uma lista de pessoas legais pra convidar. Daí perguntamos pra essas pessoas se elas gostariam de indicar mais alguém. Fizemos o convite, conversamos com todo mundo, explicamos a ideia e o movimento se estabeleceu de forma bastante orgânica. Sabemos que tem mais gente pra entrar e sabemos que alguns podem nos deixar, isso também tem relação com a disponibilidade profissional de cada um. A base foi o networking do próprio grupo pra compor essa seleção.

Como será a metodologia do workshop?
Temos muitas metodologias e abordagens. Alguns pontos são fundamentais:

– Convergência versus Divergência: oferecemos conteúdos que promovem a discussão sobre diversos caminhos, sem a noção de uma única resposta certa. É possível que, ao longo do programa, facilitadores que falam sobre o mesmo tema tenham pontos de vista diferentes e o objetivo é discutir a partir daí.

– Learn By Doing: os participantes são provocados, recebem o conteúdo e podem experimentar, na prática, o conteúdo oferecido.

– Empowerment: cada participante é CORRESPONSÁVEL pelo seu próprio curso, onde funcionamos como facilitadores dos processos individuais e coletivos da turma.

– RoadMap: além do conteúdo apresentado, é importante cocriar caminhos reais para que a turma consiga levar esse conhecimento para sua própria realidade. Evitar o gap entre a realidade e os cases de sucesso que parecem distantes.

– Ressignificar a participação em um curso, dentro de outro contexto: local, experiência, integração e informalidade.

Cada curso pode funcionar como palestra, workshop, aula, exercício prático ou dinâmica.

O MESHA tem a proposta de encontros em que o participante pode beber e comer como em um happy hour. Qual foi a ideia por trás disso?
A ideia é ressignificar o espaço de aprendizado. Por que a gente só pode fazer um curso dentro de uma sala de aula? As pessoas aprendem na vida, em todas as situações. Em ambientes informais, deixamos todo mundo mais à vontade e livre para criar. Por que não experimentar novos formatos? A escola é basicamente igual há duzentos anos. Além disso, queremos que essa experiência aconteça em locais inspiradores da cidade. Um movimento subversivo em BH precisa rodar e explorar. As coisas não precisam ser chatas para serem importantes.

E, por fim, quais são as expectativas para os 32 encontros?
A gente quer que as pessoas se sintam inspiradas a seguir seus próprios caminhos. Aqui não tem mestre. Os alunos devem ter autonomia para desenrolar o que fazer com a experiência que viveram. Esperamos aprender muito com esse primeiro ciclo para consolidar um movimento integrador na cidade. Já temos mil ideias para a próxima turma, mas primeiro vamos validar nossas hipóteses e colher todos os aprendizados sobre esse momento.

Bacana, né? O MESHA LAB acontecerá em Belo Horizonte, entre os dias 28 de setembro e 5 de dezembro. Para conferir (ainda!) mais informações, quem são os outros cocriadores dessa iniciativa e fazer a sua inscrição, visite: http://www.mesha.se/

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Mesha Lab?

Alexandre Estanislau

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Mercado
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