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Acontece direto: a dita “mídia tradicional” busca enriquecer seu conteúdo incorporando gente que é alçada à popularidade pelas mídias sociais.

Isso gera uma reflexão interessante – essas vozes populares aparecem com mais e mais frequência com destaque no meio digital. Se isso acontece, é porque existe espaço ali para comunicar com relevância (ok, nem sempre, mas o tempo se encarrega da seleção natural pela qualidade). O ponto é – a coisa de comunicar no digital está mais séria, e está sendo levada a sério também. Como em tudo na vida, e em qualquer mídia, só os fortes sobreviverão, e em bom português, isso quer dizer conteúdo de qualidade, independente do suporte.

Se os “veículos grandes” bebem na fonte do social media para conteúdo, aí tem.

E como tem. Estamos vindo em um movimento recente de entender onde as pessoas e as marcas ficam dentro de um universo de tecnologia que evoluiu, hábitos que se transformam, espaços diversos de expressão e relacionamento, em um jogo em que a regra ainda muda o tempo todo. A caçada ao conteúdo de qualidade nas trincheiras do social media é um indício de que é para lá que se desloca o eixo, apesar das dificuldades que aparecem o tempo todo.

Artigo recente do Proxxima focou em tendências de social para 2016, e elas compõem um cenário no mínimo interessante para o digital em geral e para as mídias sociais em particular:

  • Os adblockers pressionam para uma mudança evidente de foco e de aplicação de recursos. E quem não tem anúncio vai caçar com mídia social e conteúdo relevante.
  • O esforço das redes sociais para segurar os usuários cada vez mais dentro delas funciona, e provoca efeitos importantes – tanto em termos do conteúdo que circula quanto na necessidade de otimização dele em cada rede
  • Consumir conteúdo não é mais aquilo que conhecíamos. Muda a plataforma, muda a linguagem. Em vídeo, como aponta o artigo, e para todo o resto também, plataformas diferentes exigem conteúdo específico. Esse conceito, velho conhecido, ganha novo fôlego no contexto digital e nas suas possibilidades. E com maior grau de especificidade, cresce a complexidade para fazer o brand content acontecer
  • Metade do mundo deve usar plataformas de mensagens até 2018. O one to one ganha mais e mais espaço. Nesse movimento que parece inevitável, onde fica a marca anunciante? Como ela se relaciona com o público nesse nível pessoal?

Voltemos então à questão do conteúdo. Que ele é importante, está claro. Que ele tem que ser bom, não há dúvida. Mas esse cenário fragmentado e cheio de obstáculos exige ainda mais – exige que se trabalhe com profundidade tudo aquilo que puder impulsionar o crescimento orgânico, espontâneo. Esse é o grande investimento e, aqui na Bolt, clientes de segmentos diferentes têm experimentado um alcance grande mesmo quando o investimento não é necessariamente o ideal.

O que nós temos feito para esses e outros clientes é um trabalho que parte do princípio de que conteúdo consistente em si gera resultados. É uma máxima importante para manter: conteúdo de qualidade, relevante, interessante, adequado, bem colocado, sempre tem o potencial de atingir resultados; por outro lado, não existe investimento financeiro que salve um conteúdo capenga. Isso contextualizado no cenário de futuro próximo aponta para a importância de se tornar mais e mais social; mais próximo; mais conectado com o público, e em níveis que se aproximam cada vez mais do individual. Novas formas de relacionamento, prestação de serviço e conteúdo de qualidade (e formas inteligentes de distribuí-lo sem incômodo ao usuário) estão na pauta.

Essa proximidade extrema que parecia meio utópica até outro dia hoje é palpável, possível e mais que isso, necessária. Temos informação, temos as ferramentas, temos o suporte. A roda dos hábitos de consumo de conteúdo não vai girar para trás, e as marcas precisam andar na mesma direção que ela – caso contrário, podem se tornar, no máximo, aquelas celebridades efêmeras que desaparecem assim que se fecha a janela do navegador.

Link para a página de case da Bolt Brasil

Sócio fundador da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Conteúdo relevante: acima de qualquer suspeita

Alexandre Estanislau

Sócio fundador da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC - Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais - Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Conteúdo
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