Google & SEO: alguns pontos importantes para otimizar o acesso orgânico

Mais do que vender, marketing digital é construir relacionamento. Então, a série “No Alvo” vai trabalhar formas de fazer o conteúdo chegar ao público que se quer atingir – a partir daí, público e marca podem criar uma relação de confiança.

O primeiro artigo foi sobre construir uma audiência usando o Facebook e sua ferramenta de impulsionamento. Ainda vamos voltar a falar de promoção de conteúdo usando as ferramentas de anúncio; por hoje, a plataforma é o Google e o tema, como fazer o seu conteúdo aparecer de forma orgânica e prosseguir na construção da sua audiência 🙂

Por que o Google? Bom, ele é uma ferramenta MUITO importante na construção da sua audiência. Essencial mesmo. O Alexandre Estanislau, Diretor de Criação da Bolt costuma dizer que “as pessoas não guardam mais a informação, mas o caminho para chegar até ela”. Então a ideia aqui é levar o público-alvo para o seu conteúdo entregando a ele a informação que procura e, assim, cativá-lo. Isso necessariamente passa pelas ferramentas de busca do Google, uma vez que mais de 80% das visitas aos sites vieram de uma busca na internet.

A maioria das pessoas não vai além da primeira página de resultados em uma busca (e quase ninguém passa da terceira). O que vier “de cara”, entre os primeiros resultados, certamente tem mais chance de conseguir cliques e credibilidade. E para subir nesse ranking você precisa de um bom trabalho de SEO (Search Engine Optimization ou otimização das ferramentas de busca).

A primeira coisa a se levar em consideração é o público (sempre ele). Ao pensar um conteúdo, vamos entender a quem ele se destina e quais as necessidades que você pode atender dentro desse contexto. A partir daí, o caminho segue compreendendo como o público procura esse conteúdo, quais palavras/expressões ele usa para procurá-lo. Ao mapear esses elementos, eles são sintetizados em palavras-chave que nortearão o texto.

Como o mecanismo de buscas do Google funciona? Quanto mais da palavra-chave (ou palavras relacionadas) houver no texto, mais perto do topo o conteúdo está e mais chances ele tem de ser acessado por quem busca. Não se trata só de encher o texto com a palavra-chave; existem situações específicas pra ela. Vamos falar de algumas:

• É fundamental colocar a palavra-chave no título do conteúdo; preferencialmente em evidência, mais próxima do começo dele. Ao mesmo tempo, é preciso levar em conta o comportamento de quem busca. Um título no estilo “Carro: como escolher” é adequado supondo que a palavra chave seja “Carro”. Agora, também existe valor em algo do tipo “Como escolher um carro?”; esse formato tem proximidade grande com a forma que muita gente usa para fazer a pesquisa (ou seja, atende com precisão à busca que o usuário solicita). Nós aqui na Bolt temos observado uma evolução do comportamento dos usuários no Google em que essa relação está se tornando mais e mais… pessoal – até porque existe muito mais naturalidade em perguntar algo que você quer saber (“onde comprar skate em Belo Horizonte”), do que em listar parâmetros de busca (skate Belo Horizonte comprar). Enfim, o título da página deve seguir uma espécie de lei da oferta e procura, e avaliar o comportamento do público é primordial. Cabe aqui até um teste AB por exemplo, com 2 conteúdos similares, sobre o mesmo tema, com títulos construídos de 2 formas, para sentir o desempenho de cada um deles.

• Aplicar a palavra-chave em negrito faz com que ela fique mais evidente não só visualmente, mas também para o mecanismo de busca – ela é “detectada” mais facilmente.

• Use a palavra-chave em contexto realmente relevante para o usuário. Se você abusar da palavra-chave usando-a em frases sem sentido, o Google pode ler isso como spam e penalizar sua página jogando-a para as últimas colocações no ranking de busca. E no mais, conteúdo desinteressante não constrói relacionamento nenhum, só dá visibilidade (ruim) para a sua marca.

Outro ponto importante é construir o texto com diversos links de qualidade, com referências externas ou internas. Além de deixar o conteúdo mais rico, interessante e bem fundamentado, esse fator também é “bem visto” pelo mecanismo de busca.

E falando em links, ser referenciado por eles em outros sites também tem seu lugar. Esse contexto, que se chama Link Building, beneficia muito o posicionamento da página, e leva em consideração a quantidade e a qualidade dos links de sites externos, apontando para o seu e a relevância da página de origem com relação ao conteúdo da página que é “alvo”.

O tema é extenso e essas foram algumas pinceladas, para puxar o assunto. Existe uma série de aspectos técnicos e comportamentais profundos envolvidos aí, e mais – as regras do jogo definidas pelo search engine mudam com muita frequência. Em linhas gerais, SEO traz construção de audiência, fortalecimento de imagem de marca, consolidação de uma posição de destaque… SEO traz tudo isso e mais um pouco, e é parte fundamental de pensar conteúdo estrategicamente.

A história continua nos próximos artigos da série No Alvo!

 

Se você curtiu este post clique aqui e leia a continuação.

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

No alvo: como ser encontrado [PARTE 2]

Alexandre Estanislau

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Conteúdo
0
2646 visualizações

Faça um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *