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A série No Alvo já falou de brand persona, de construção de audiência via impulsionamento, e de otimização do acesso ao conteúdo. Agora é hora de falar do conteúdo propriamente dito – e hoje mais precisamente do que anda sendo necessário trabalhar sob um ponto de vista mais macro.

O contexto é quase caótico: hoje a gente vive em um mundo em que as plataformas e a tecnologia deram espaço para a voz de praticamente todo mundo. O que seria virtualmente muito bom também se mostra um desafio. É a era dos prosumers e de quem não consegue se conter diante da chance de emitir uma opinião ou de relatar uma experiência; é a era das marcas-publishers, produzindo conteúdo próprio e mantendo canais de comunicação; é a era dos comunicadores de ocasião, das celebridades digitais e dos formadores de opinião que aparecem falando – e sendo ouvidos – da noite para o dia.

Isso não é necessariamente uma crítica, mas certamente o jogo mudou desde o tempo em que aquilo que você achava ficava no máximo entre o seu círculo de amigos na mesa do boteco (a menos que você fosse uma das poucas fontes de informação fiáveis de “antes”). Antes, aquele tempo em que os meios de comunicação, os comunicadores e mesmo os nichos de audiência não eram milhares e nem tão efêmeros.  Hoje as possibilidades de conteúdo são basicamente infinitas.

Para além do lado bom disso tudo, existem os que falam as baboseiras que arrastam audiências enormes, os apressados que fazem o achismo virar fato, além dos “arautos da verdade” que aparecem do nada. Devem ser esses os tais “imbecis” que andaram assustando Umberto Eco no ano passado, quando ele se mostrou muito preocupado com o prejuízo que essa pulverização da produção de conteúdo poderia trazer para a coletividade.

Conteúdo à vontade: como lidar com isso?

Censura? Jamais. Agora, inocência também não. E os profissionais de comunicação, sabedores das coisas como são, têm o papel de fazer acontecer uma curva crescente de responsabilidade nesse cenário que tem como referencial redes sociais e espaços de conteúdo praticamente irrestritos.

Então, o que as agências têm com isso? Bom, elas têm a oportunidade de estar no controle da “ponta publicitária” desse iceberg, tratando o conteúdo de suas marcas-clientes com essa responsabilidade. Em outras palavras, elas têm que assumir um papel de curadoria de conteúdo, um tipo de editoria. A profusão de conteúdo (bom e ruim) é uma razão para isso; a outra, é a necessidade incessante de buscar novas formas de criar pontes com o público – o que tem tudo a ver com inbound marketing e com um contexto de poder cada vez maior das pessoas sobre o que vêem (esse artigo focado nos adblockers fala um pouco disso).

Curadoria de qualidade, editoria como planejamento e uma noção clara de responsabilidade, além daquela velha máxima que diz que “em boca fechada não entra mosca”, parecem ser um bom caminho de fazer a coisa direito como agência – e contribuir para que Umberto Eco e o resto do mundo tenham acesso a conteúdo de qualidade, e não a cada vez mais bobagens…

 

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Sócio fundador da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

No alvo: o conteúdo [parte 4]

Alexandre Estanislau

Sócio fundador da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC - Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais - Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Conteúdo
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