Depois de alguns capítulos da nossa série “No Alvo”, já fica claro que comunicar com base em conteúdo é, antes de mais nada, uma questão de metodologia, em cada passo do caminho. E se nesse caminho irresistível (e por que não dizer, inevitável) o conteúdo é “rei”, existe também um “príncipe”: o diagnóstico.

Emprestamos o termo do seu uso mais comum, a medicina – e muito do significado dele também. Estamos falando pura e simplesmente de “entender o que está acontecendo”, a cada momento, com a melhor visão possível. Dentro do nosso universo de interesse.

Estamos trabalhando com uma marca? Um produto? Um serviço? Pois bem – é hora de saber o máximo possível não só sobre o tema, mas sobre tudo que está em volta dele também. Além de um pouco de história, motivações envolvidas, visão de futuro, também compreender a imagem que já existe; é preciso investigar seu público e a percepção dele, o que gosta e não gosta, quais seus interesses e como ele se relaciona em geral com pessoas, marcas, produtos. Olhar para os concorrentes, para o que eles andam fazendo, dizendo, para quem, quando, como… investigar tendências que podem se relacionar com nosso assunto direta ou indiretamente, movimentos comportamentais que de alguma forma impactem o negócio ou a visão que as pessoas têm daquela marca ou produto… enfim, reunir o máximo de subsídios para construir o cenário mais amplo possível. Esse é o alicerce de um trabalho de conteúdo, e queremos que ele seja consistente.

As técnicas e os recursos usados nesse processo são muitos – entrevistas, conversas, pesquisa formal e informal, cruzamento de dados, ferramentas de mapeamento, muita observação, levantamentos direcionados, trendmapping, muita leitura, muito repertório e, por que não dizer, uma boa capacidade de dedução – afinal, enxergar além do óbvio num mar de dados e informações vai fazer toda a diferença para extrair algo interessante dali.

Conteúdo com base – agora e sempre

O mais importante é ter em mente que não existe um único caminho e nem um caminho óbvio; que esse é um processo contínuo, que começa com maior intensidade mas que precisa ser sempre alimentado para ser válido; que requer muita curiosidade, muito interesse e muita vontade de aprender.

Entender o valor de tudo isso, junto com a habilidade de contextualizar e cruzar informações é o que vai gerar hipóteses – confirmadas ou não com o tempo, úteis ou não para nós, mas sempre, sempre importantes para abrir as possibilidades de comunicação. As hipóteses são fundamentais para avaliar constantemente do que e para quem estamos falando, quando e como dizer, essas coisas que fazem com que acertar no alvo seja um processo menos e menos aleatório.

Afinal, é de buscar, sistematizar, investigar e compreender de fato o máximo de informação que vamos construindo conhecimento – e sem conhecimento não se cria conteúdo relevante.

 

Quer conferir os outros artigos da série No Alvo: o conteúdo ideal para as pessoas certas?


Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

No alvo: o diagnóstico [parte 5]

Alexandre Estanislau

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

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