As melhores histórias são aquelas que transmitem uma mensagem capaz de ficar na memória das pessoas mesmo depois de algum tempo. Não é à toa que a narrativa de uma apresentação profissional se tornou uma ferramenta indispensável para qualquer empresa se comunicar bem.

Esse tipo de recurso ameniza o tom mais comercial e cria um laço quase afetivo com a audiência, pois atrai, impressiona e engaja. Além disso, ele pode ser usado em inúmeras situações: para explicar uma proposta, dar uma palestra para a equipe, mostrar as funcionalidades de um produto ou serviço etc.

Que tal colocar mais emoção na sua exposição? Você pode criar um clima de suspense para chegar a uma ideia principal ou, quem sabe, surpreender o seu público com algo inusitado. Continue a leitura para conhecer esses recursos.

Principais tipos de narrativa para a sua apresentação ser um verdadeiro show

Suspense

Se você parar para pensar no último filme de suspense a que assistiu, vai lembrar que não conseguiu desgrudar os olhos da tela até descobrir a informação que precisava para completar o quebra-cabeça da história.

Então, o que acha de usar um pouco dessa excitação para manter a sua audiência focada 100% na apresentação? Apenas tome cuidado para não se estender demais e criar um momento de estresse: cuide para que a expectativa não ultrapasse dois minutos.

Surpresa

O elemento surpresa é aquele fato que ninguém estava esperando. Pode ser uma imagem, um vídeo ou qualquer informação que cause impacto e torne os seus argumentos mais verídicos e convincentes.

É uma ótima maneira de cativar a plateia, principalmente porque ela ouve atentamente o discurso na esperança de conhecer outras coisas tão interessantes quanto da primeira vez. Isso significa que todas as atenções são voltadas para você.

Emoção

Para provocar emoção na audiência, é importante transportá-la para uma outra realidade. Isso pode ser feito facilmente com storytelling, técnica usada para repassar um conhecimento por meio de histórias atrativas.

Inclusive, é interessante criar personagens, mostrando seus sentimentos, conflitos e motivações para provocar empatia no público e fazer com que ele se coloque no lugar delas.

7 técnicas de narrativa para apresentação corporativa

Antes de escolher o contexto da narrativa que vai atender às suas necessidades, é importante conhecer as características de cada uma para que a sua apresentação seja épica. Acompanhe com atenção:

1. Inversão do problema-solução

Logo no começo, esse modelo dramatiza os problemas que o tema da sua apresentação (sua ideia, seu produto ou serviço etc.) pretende resolver e só depois mostra a solução. Se você apresentar a solução primeiro, o problema não vai mais parecer um conflito, uma vez que o público já sabe como resolvê-lo.

É uma boa narrativa para gestores que pretendam apresentar um produto ou serviço ou fazer um pitch deck para atrair investimentos, por exemplo. Ela ajuda a chamar a atenção por meio de recursos como suspense e emoção.

2. Falso começo

É uma narrativa que corrompe as expectativas, pois fala exatamente o que as pessoas querem ouvir, mas, em seguida, puxa o tapete. Você pode até dar uma má notícia e reverter a mensagem com um lado positivo — ou vice-versa.

Antes de Steve Jobs lançar o iPhone, ele anunciou que tinha três produtos: um iPod, um telefone e um dispositivo de conexão à internet. Na verdade, tudo isso era o próprio iPhone, que incluía todas as funcionalidades em um mesmo aparelho.

3. Plot twist

É um elemento narrativo que serve para apresentar uma informação reveladora, capaz de dar uma reviravolta na história. Sabe aqueles filmes em que você imagina dois protagonistas, mas descobre que, na realidade, eles são uma única pessoa com problema psiquiátrico? Esse é o efeito plot twist.

4. Ondas

As “ondas” alternam o antes e o depois de cenários ou projetos durante uma apresentação. É uma narrativa mais regular, mas também cria expectativas no público, que fica esperando a próxima grande “revelação”. Além de tudo, é muito útil para ilustrar resultados por conta da possibilidade de fazer comparações.

5. Pirâmide invertida

Você tem pouco tempo para vender a sua ideia? Então é uma boa ideia usar a pirâmide invertida. Essa é uma estrutura que vem do jornalismo e que procura responder, logo de início, a todas as grandes questões (o quê? como? quando? onde?). Assim, o público pode conhecer rapidamente o contexto de sua apresentação.

6. Convergência

Imagine um médico que está falando sobre mal de Alzheimer e, de repente, começa outro assunto sem conexão com o tema inicial. As propriedades das frutas, por exemplo. No final, ele cria um clímax para conectar as duas informações: como comer certas frutas pode reduzir o risco de contrair o mal de Alzheimer. Esse é o recurso conhecido como convergência.

7. Estrutura clássica do TED

As conferências do TED reúnem empatia, conflito, virada e clímax. Sem dúvidas, as pessoas saem de lá supermotivadas e com muitas ideias na cabeça. Por outro lado, é preciso ter cuidado com esse tipo de narrativa. Em um pitch deck, por exemplo, o clímax vem na hora de revelar a solução, não no final.

As ferramentas para ajudar a otimizar a estrutura escolhida

As ferramentas de narrativa para apresentação corporativa são uma espécie de gancho para fisgar o público, independentemente do tipo adotado. O que vai influenciar são o tema da apresentação e os perfis da audiência e do apresentador.

O tom da linguagem pode ser trabalhado de diferentes maneiras:

  • suspense e surpresa;
  • emoção e racionalização em seguida (emocionar, envolver e depois usar a razão para explicar melhor);
  • questionar o público;
  • usar humor para criar empatia.

Roteiro

Funciona como um direcionamento para o apresentador não se perder e nem fugir do que foi planejado de acordo a narrativa.

Apoio visual

Serve para mostrar imagens, dados e estatísticas e funciona com um complemento para a fala. Não deve ser exagerado, mas bem embasado e enxuto.

É importante levar em consideração a importância de dramatizar a mensagem para deixá-la maior do que é. Isso pode ser feito com aplicação de elementos visuais, storytelling, estatísticas (com moderação) e soundbites, que são grandes aliados na hora de capturar a atenção do público.

Isso garante legitimidade e credibilidade ao trabalho. Todas essas ferramentas são técnicas que podem ser pinceladas dentro das estruturas das narrativas. O tom varia de acordo com o tema, o objetivo e o público.

Como a Bolt ajuda a escolher a melhor narrativa para uma apresentação corporativa

A Bolt pensa na melhor narrativa junto do cliente e atua na elaboração do roteiro e das ferramentas de apoio (slides etc.). Ela não trabalha com um formato padrão: cada projeto é minuciosamente planejado de acordo com as necessidades de quem solicita o serviço. Isso porque o público, os objetivos e o perfil do apresentador também são levados em conta.

E então, percebeu que investir na narrativa para apresentação corporativa vai ser bom para impulsionar o resultado das suas explanações? Isso pode melhorar muito a percepção da sua marca. Pense nisso!

Se você quer fugir do óbvio e criar apresentações inteligentes, dinâmicas e eficientes, chegou a hora de batermos um papo sobre isso. Entre em contato conosco agora mesmo para conquistar audiência e gerar negócios.

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Qual é a melhor narrativa para uma apresentação profissional?

Alexandre Estanislau

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Apresentações Corporativas
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