Artigo sobre como atrair clientes para seu site.

Ninguém vai adivinhar onde está seu site

Chegamos ao último artigo da série… já posso dizer que fiz uma trilogia! Relembrando os anteriores: no primeiro falei sobre os momentos ANTES de fazer um site – a pesquisa e a arquitetura da informação. No segundo, tratei do DURANTE, que é exatamente como fazer, passando por todas as etapas de produção. Neste último, falaremos do DEPOIS, ou seja, o site ficou pronto, o que fazer agora?

O mais comum é não haver verba nenhuma prevista para esse momento; é comum que o orçamento tenha previsto somente a fase da produção – ou seja, quase nunca se destina recursos para uma etapa de pesquisa e são raras as vezes em que temos verba prevista para o lançamento, uma etapa tão importante quanto as duas anteriores.

Então vamos lá: o seu site ficou pronto. Já passou pelo planejamento, pelo desenvolvimento, foi inteiramente testado e está aguardando para ser publicado. Chegou o momento de dizer que ele existe. Imagine que na internet você está em um shopping imenso, cheio de corredores e inúmeras oportunidades que desviam a atenção dos seus clientes. Simplesmente colocar o projeto online não vai ser suficiente para atingir o retorno esperado, e aqui vão algumas dicas que podem ajudar.

Existem inúmeras maneiras de se promover um website. Vou me limitar aos mecanismos mais tradicionais, até porque os outros merecem um artigo especial.

Google Analytics
É comum esquecer deste código, um item que deveria fazer parte da fase de produção. Não deixe de colocar o código do Google Analytics no seu website: ele vai fornecer uma série de dados sobre o acesso ao seu site e isso é de extrema importância para a tomada de decisões no futuro. Por exemplo: O site está no ar, e mais adiante, ao analisar os relatórios, você nota que entre os navegadores mais usados aparece o do Android: talvez seja o momento de pensar em uma versão especial para mobile ou até mesmo um aplicativo. E se você fez direitinho a fase do antes, isso já foi notado como uma tendência e provavelmente não seja uma novidade – e neste caso o Analytics vai trazer dados para escolher o momento certo.

Mecanismos de busca

SEO – Search Engine Optimization
Hoje, a maior parte dos acessos de um website vem através de algum mecanismo de busca, em geral o Google.com. Portanto, é fundamental que o seu site seja otimizado para que seja facilmente indexado pelos computadores do Google. O SEO foi inventado exatamente para isso. Existe uma série de computadores fazendo buscas na internet e todo conteúdo encontrado é indexado para futuras buscas; se o seu site puder ser mais facilmente indexado ele será encontrado com mais facilidade. Esse é um trabalho contínuo de melhorias no código e ajustes constantes.

SEM –Search Engine (Links patrocinados)
Os já conhecidos links patrocinados do Google. São muito importantes em uma ação de mídia online; no entanto, por serem pagos, o fato é que hoje a maior parte das áreas está com os valores inflacionados, o que significa ter que investir mais para obter bons resultados. Uma dica é manter uma verba mensal para essa mídia, e aumentar a carga em momentos oportunos. Um exemplo de estratégia: no Natal, há uma grande concorrência de mídia, o que vai fazer subir os valores investidos, inflacionando os preços de algumas palavras-chave; assim, estar sempre presente durante todo o ano vai fazer com que o seu cliente já o inclua no hall de possibilidades e você possa gastar menos nessa fase de alta.

Importante: Por serem pagos, os Links Patrocinados tem menor relevância para o usuário. Assim, é muito importante um investimento contínuo tanto em SEO quanto em Links Patrocinados.

Atenção: links patrocinados não são a única e nem a melhor saída para mídia online. Hoje existem infinitas maneiras de se fazer mídia e o que vai definir qual a melhor ou quais as melhores serão os objetivos traçados no planejamento, as características do produto/site/serviço que está sendo divulgado e o público-alvo. 

As redes sociais

Me lembro do final de 1999 e início de 2000, quando muitas empresas queriam “estar na internet”, mas sem entender muito bem o que iam fazer “por lá”. Mais recentemente, vejo isso acontecer com as redes sociais, nas quais muitas empresas querem estar, mas em sua grande maioria sem saber como e nem o que pretende com essa presença. Aqui vou serum  pouco mais genérico, sem entrar diretamente em uma ou outra rede, já que muitas delas merecem um artigo especial.

 É muito tentador o poder de recrutamento das mídias sociais, mas um trabalho ruim pode levar você do céu ao inferno em poucos dias. Então, aqui vão algumas informações que julgo básicas, mas que muitas vezes são deixadas de lado, ou que não entram em cena como aconteceria em um cenário perfeito – no momento anterior à produção, no “antes”. Mas nada está perdido!

Existe diferença entre rede social e mídia social
Pelo próprio nome, uma rede social é uma estrutura social e envolve pessoas e organizações que têm interesses comuns. E uma rede social não necessariamente depende de uma base tecnológica para existir, mas esse artigo foca apenas em plataformas digitais. Bom, essas pessoas e organizações utilizam uma série de serviços para se comunicarem, ou seja, utilizam várias mídias sociais. Portanto, uma rede é na verdade um conjunto de mídias sociais. Ex.: O Facebook é uma rede social, e nele agregamos praticamente todas as outras mídias sociais (YouTube, Twitter, Flickr, etc.).

Algumas dicas interessantes:

  • Quais mídias são mais interessantes ao seu público e ao seu negócio? Existem inúmeras opções e surgem novas a todo momento. Tentar estar em todas é um erro comum, então saber quem é seu público e entender como ele se relaciona com uma ou outra rede é indispensável para dar o direcionamento correto.
  • Segundo Andre Telles (@AndreTelles), toda mídia digital pressupõe uma conversa. E sendo assim você não controla esta conversa, mas pode influencia-la.
  • Mídia social é, acima de tudo, relacionamento. Construa relações, seja relevante e fale sempre a verdade.
  • Procure entender a melhor maneira de se comunicar com seu público. A linguagem em geral é menos formal e direcionada, mas é importante definir uma postura (informal, formal, etc.), elaborar algumas regras, e nunca deixar de responder a uma mensagem.
  • Faça a manutenção da sua audiência: por mais que você tenha visto aquele case fantástico de crescimento do número de seguidores em uma semana, prefira qualidade à quantidade. É melhor ter 100 seguidores que realmente gostam de você do que dez mil que estão lá pra ganhar algum brinde. Promoções são interessantes, mas mantenha uma linha editorial baseada em assuntos relacionados ao seu negócio, que sejam relevantes e pertinentes ao seu público.
  • Uma vez abertos os canais, eles devem continuar. Por mais que eles sejam utilizados para uma campanha específica, procure manter o diálogo com sua audiência.

Essas são dicas que acho importantes para uma abordagem geral dentro do universo de possibilidades para o lançamento de um projeto de comunicação digital. E a própria característica do projeto não só pode como deve definir uma série de outras abordagens e mídias. No entanto, considerando um website, esses são pontos importantes a ser discutidas com a equipe de gestão, criação e produção. O importante é entender que ter um bom site é apenas uma parte do processo. Avisar que ele está no ar e construir um relacionamento com o seu público é fundamental para o sucesso do seu negócio!

Nota importante: Vou fazer uma atualização deste conteúdo em um outro artigo. Desde 2011, que foi quando eu escrevi, muita coisa mudou. Mas o básico está aqui.

Caso você ainda não tenha visto os artigos complementares a esse, não deixe de conferir o “antes” e o “durante” dessa história!

Alexandre Estanislau é designer, CEO da Bolt Brasil.
*Uma versão anterior deste artigo foi publicada no Minas Marca.

Link para o case do Circuito do Rock

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Site online, cadê todo mundo? [3 de 3]

Alexandre Estanislau

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Mercado
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