7 de fevereiro de 2016. Amantes do futebol americano já estão com a data reservada: é o Super Bowl Sunday, quase um feriado não-oficial americano, quando acontece o grande jogo do campeonato da temporada da NFL. Estatísticas informam que essa é a segunda maior ocasião comercial nos supermercados dos Estados Unidos, perdendo só para o Thanksgiving, e esse dado ilustra bem o que é a festa: uma comemoração alegre, de família, de amigos, pantagruélica, que se traduz em números impressionantes: basicamente metade da população americana assiste (foram 47,5 de share na última edição). Isso é ouro na publicidade e impressiona ainda mais em meio à tendência universal de dispersão de audiência e de mudança de hábitos no consumo de conteúdo em vídeo. Sendo jogo, sendo ao vivo e potencializando ao máximo o seu momentum, o Super Bowl continua lá, firme e forte como evento.

Evento do qual o jogo em si é só uma parte. Tem cerimônia pré-jogo, tem o halftime show (com atracões tipo Madonna, Bruce Springsteen, Rolling Stones, The Who e por aí vai) e tem os comerciais. Ah, os comerciais. A um custo estimado de 5 milhões de dólares por 30 segundos de espaço publicitário, o Super Bowl tem muito mais do que meros intervalos comerciais – ele ganhou o status de “filé midiático do ano” para os anunciantes.

Publicidade: a bola da vez

O commercial airtime é um ponto alto da festa e assunto de conversas muito além das rodinhas de profissionais da área; a expectativa sobre os comerciais é enorme e as agências e anunciantes respondem (e investem) à altura. Não é surpresa então que alguns comerciais históricos tenham tido sua primeira exibição em algum Super Bowl dos últimos 50 anos. Entre os nossos preferidos, “1984” da Apple, “Terry Tate, office linebacker” da Reebok e “Darth Vader kid” da Volkswagen. Uma busca no Google ou uma visita ao site Super Bowl Commercials vai garantir horas de diversão com o que, salvo exceções, é o state of art da publicidade.

Agora, nem todo o investimento do mundo pode suplantar o senso de oportunidade e a inteligência, e no jogo da comunicação multiplataforma nem sempre a marca que ganha está entre os anunciantes oficiais. Em 2013 quem efetivamente garfou o Super Bowl não foi um comercial – foi um tweet. Houve 33 minutos de falta de luz no estádio, o suficiente para a presença de espírito da equipe de comunicação da Oreo postar a mensagem que teve mais de 10 mil retweets em 1 hora. O buzz gerado na hora e depois pela ação “modesta” foi simplesmente espetacular e é sempre lembrado como um exemplo bem acabado de entendimento, criatividade e agilidade no uso de social media em tempo real.

Se pensarmos no nível dos investimentos de marcas em um evento desses, o retorno que a Oreo teve face ao cuidado de manter uma equipe de prontidão para aproveitar uma oportunidade ocasional foi imenso. Para esse tweet, nada foi investido em mídia. E poderia ter acontecido nada também – mas aconteceu. A luz faltou, as pessoas ficaram frenéticas nas redes sociais e se deu melhor quem estava pronto para usar isso da melhor forma. Que seja assim no Super Bowl 50 – que provavelmente também já é data marcada na agenda de quem se interessa por comunicação.

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Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Sunday, happy Sunday: é hora de Super Bowl

Alexandre Estanislau

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Publicidade e Propaganda
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