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Muito além de resolver se pode ou não pode bloquear, a questão passa por entender como o anúncio afeta a experiência do usuário.

“A única coisa que eu gostaria que pulasse na minha frente, sem eu pedir, é um milhão de dólares”, diz a Carla, redatora sênior aqui da Bolt. A máxima mostra bem a irritação causada pelos formatos de publicidade invasivos. Sim, estamos falando dos banners que invadem nossas telas e que por vezes nos impedem de interagir com o conteúdo de um blog ou site. Com a chegada do iOS 9 e seus recursos que permitem bloquear conteúdos indesejáveis – incluindo anúncios e até Java Script – o debate das formas de publicidade nos meios digitais se intensifica.

Os banners são parte de uma cultura vinda da comunicação off-line, desde o seu formato ao modo que é inserido nas páginas. Por ter migrado diretamente de uma lógica diferente, o banner por vezes não explora todas as possibilidades de interação e compartilhamento que existem no meio digital, além de causar uma irritação tal que leva um número cada vez maior de usuários a instalarem bloqueadores de anúncios em seus navegadores.

Um dos usos mais recorrentes – e também o campeão em reclamações – é o tipo Over The Page, aquele que não está do lado do conteúdo, mas pula bem na sua cara. Pense na sua própria experiência na internet: não é irritante quando você tenta acessar uma página, mas pula um banner de anúncio pedindo seu e-mail ou seu like na página do Facebook? Você ainda nem conhece o site e já tem dificuldade em conseguir o que foi procurar ali, seja conteúdo ou compras. Pior ainda quando você acaba clicando no anúncio enquanto tenta fechá-lo e acaba sendo direcionado para outra página. É de tirar qualquer um do sério… A propósito, esse é um dos motivos por que métricas baseadas em cliques estão cada vez mais obsoletas: um clique não necessariamente significa interesse, ainda mais quando ele acontece sem que o usuário queira.

Até mesmo quando não são no temido formato Over The Page, banners muito intrusivos ou com um conteúdo completamente díspar do lugar onde estão inseridos são fonte de incômodo e acabam com qualquer interface.

Todos esses fatores contam para uma experiência de usuário negativa. E isso é bem grave. A experiência do usuário ou UX (User eXperience) é o conjunto de atitudes, interações e emoções geradas pelo uso de um determinado produto, sistema ou serviço; quer dizer – como as pessoas experienciam e são impactadas por empresas e marcas. E por que isso é importante? Bom, é a emoção que gera relacionamentos, preferências e engajamento.

Publicidade na internet e UX design precisam andar juntos. A Meio & Mensagem, no fim de outubro, trouxe uma matéria sobre os bloqueadores de propaganda; a publicação aponta que, ao se investir em marketing digital seguindo a lógica off-line datada do banner, a experiência do usuário é deixada de lado e uma ação que poderia criar relacionamento, comunicação e laços entre marca e público, acaba irritando e afastando clientes. “Olhando para trás, nossa busca por centavos pode ter nos custado dólares no quesito lealdade do consumidor”, nas palavras de Scott Cunningham, do IAB Tech Lab citado na matéria.

Qual é a solução, então? Talvez a chave seja a tendência que se encontra no mercado: investir em conteúdo, criatividade e transparência. O Facebook e as plataformas de blog têm sido uma das ferramentas mais utilizadas nessa nova forma de marketing. Através de conteúdos relevantes e interessantes para o seu cliente, você conquista a confiança, cria uma boa imagem, relacionamentos e resultado. Garante uma boa experiência com a sua marca.

Outro aliado importante nessa maneira de fazer marketing é fazer seu conteúdo chegar a quem realmente o quer. Como? Através de um processo amplo de SEO e ferramentas de anúncios das mais diversas plataformas, como as formas de impulsionamento contidas no próprio Facebook. É um processo tão amplo que a Bolt está fazendo uma série de posts só sobre o assunto, mas o fundamental nessa ideia é não interromper a atenção do usuário e usar o próprio interesse de um determinado público para oferecer um conteúdo interessante, e criar uma relação de confiança que posteriormente se transforme em conversão.

Até mesmo o uso de banners pode ser interessante se for aliado à criatividade: quando o banner é interessante e interage bem com a página, quando é harmônico com o conteúdo e a interface, sem atrapalhar a navegação do usuário, ele pode gerar bons resultados. Um exemplo é a campanha Get a Mac da mesma Apple que mencionamos no início dessa história. Com um anúncio descontraído e interativo, além de conversar diretamente com as experiências e repertórios do usuário, essa ação é uma boa referência para se pensar um uso criativo dos tão detestados banners:

Ter sempre em mente conteúdo, pertinência e relevância, construir relacionamento e criar vínculos com o seu público são os caminhos que mais vão levar a resultados positivos em percepção e, provavelmente, um número cada vez maior de conversões 🙂

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Tinha um anúncio no meio do caminho…

Alexandre Estanislau

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Publicidade e Propaganda
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