Se existe um conceito atual e imprescindível para que uma empresa cresça e fature alto, esse conceito é a convergência digital. Com a ascensão e disseminação da web 2.0, cada dia mais novas ferramentas são utilizadas a favor dos negócios. Prova disso é a transmídia storytelling. Você já ouviu falar?

Embora os conceitos sejam vistos normalmente separados, a novidade é uni-los em um só. Como o próprio nome já diz, a transmídia é o ato de fazer circular algo entre as mídias existentes. Já o storytelling é a forma de contar histórias relevantes, um hábito que nos acompanha ainda na infância. Descubra agora o potencial dessas ferramentas integradas.

O que é transmídia storytelling

Transmídia storytelling, ou narrativa transmídia, é o aportuguesamento de uma expressão cunhada por Henry Jenkins, que fundiu os termos “transmedia storytelling” no seu livro Cultura da Convergência de 2006. Sua definição foi a seguinte:

Uma história transmídia se desdobra através de múltiplas plataformas de mídia, cada qual com um novo texto, fazendo uma contribuição distinta e valiosa para o todo.

Na prática, uma empresa pode valer-se desse recurso para vender um produto, serviço ou ideia. Ela pode contar uma história ou uma experiência em diversos formatos e o resultado é atingir seu público por meio das linguagens que ele mais consome.

Melhores práticas da transmídia storytelling

Em um tempo não muito distante, os veículos de mídia eram específicos e bem limitados. Por isso, um gestor precisava escolher onde anunciar o seu produto: TV, rádio, jornal ou revista. Atualmente, as opções disponíveis são diversas e bem atrativas.

Se por um lado, isso é positivo, por outro, os clientes passaram a ser mais exigentes. Portanto, não basta apenas propagar — é preciso personalizar e gerar valor. Entenda motivos pelos quais você pode adotar a narrativa transmídia como uma das suas ferramentas de crescimento:

Estar presente

Você tem ideia do que um jovem de 18 anos consome de informação? E um profissional liberal? Os perfis de consumidores são diversos e as formas como eles interagem com as marcas e produtos também é diferente. Logo, sua empresa precisa estar presente em múltiplos canais. E mais: não basta apenas reproduzir o conteúdo — é preciso adaptar os textos, imagens e áudios para cada canal.

Causar engajamento

Eu sei o quanto é difícil conseguir engajamento dos clientes. Por vezes, gastamos muito e não conseguimos o número de leads ou likes que queríamos ou gastamos bem pouco e acertamos o alvo. Como prever isso? Um plano de comunicação eficiente que saiba utilizar da melhor forma a transmídia storytelling vai ajudar a conseguir um engajamento real dos clientes.

Provocar emoções

Uma transmídia storytelling precisa emocionar. São os sentimentos que vão criar um vínculo entre o anúncio e o espectador. Indo ainda mais além, dá para afirmar que as melhores práticas de linguagem e conteúdo são aquelas que identificam os clientes e sabem exatamente o que é importante para eles. Então, nada de fazer formatos longos, cansativos, repetitivos para todos os veículos.

Gerar compartilhamento

As mídias sociais têm um alto poder de disseminação natural. Um exemplo claro são os memes, que viralizam muito rapidamente. O storytelling tem esse poder: é uma forma incrível para você propagar seu conceito, produto ou serviço. Não tenha medo de usar o humor, a curiosidade, o suspense e outras sensações a seu favor.

Aumentar as vendas

Investir em transmídia storytelling é uma forma prática e eficiente de alavancar suas vendas, conquistar clientes e valorizar sua marca. Exemplos não faltam. Quando foi comprada pela Disney, a franquia Star Wars tinha tudo para ser um fracasso com seus novos filmes. Porém, a transmídia storytelling conseguiu transformar “O Despertar da Força” em um dos mais lucrativos e populares da história do cinema.

Uma das estratégias da produção foi lançar vários trechos da saga em diferentes canais, criar memes e provocar o engajamento da audiência por meio de desafios. Antes mesmo do seu lançamento, Guerra nas Estrelas era onipresente em mobiles, desktops, videogames, tablets, TVs, rádios, redes sociais e onde mais coubesse a narrativa criada na década de 70. Um roteiro antigo, com uma transmídia storytelling ousada.

Entendeu por que você não pode deixar de aplicar a transmídia storytelling nas suas campanhas? Se quer saber mais sobre comunicação integrada, digital e moderna, assine nossa newsletter.

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Transmídia storytelling: uma história em vários canais

Alexandre Estanislau

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Conteúdo
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2 comentários

  • O termo transmedia storytelling já existia antes de Jenkins o popularizar. O termo foi utilizado primeiramente por Marsha Kinder e Mary Celeste Kearney! Inclusive o próprio Jenkins nunca as citou em seu livro, indagado por uma pessoa sobre o assunto em uma palestra ele concorda e pede desculpas por não tê-las citado.

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