Um estudo realizado pela GO-Gulf mostrou que dos 4,75 bilhões de itens compartilhados no Facebook, o primeiro lugar fica com as imagens, que representam 43% do total. A nossa fixação com imagens não vem de hoje: a comunicação é imagética desde os tempos modernos, pré-fotografia, em que os outdoors disputavam lugar nas cidades cada vez mais industriais, e o surgimento da fotografia (e depois do cinema, da TV e da internet) só foi nos fazendo caminhar para um mundo de cada vez mais imagens e menos texto.

E estamos agora no meio dos dispositivos moveis com câmera que facilitaram e muito a produção e consumo de imagens e a demanda por um conteúdo fácil, rápido e sintético. Com a selfie, o snapchat, o instagram e diversas plataformas que valorizam o compartilhamento de imagem e o texto cada vez mais reduzido, a atenção do usuário e o número de caracteres para impressionar diminuem ainda mais.

Mas calma lá: o texto ainda tem o seu lugar. Um bom texto traz mais garantias de que a mensagem será passada, direciona o raciocínio, enquanto uma imagem pode deixar a  interpretação muito aberta e gerar ruído. O texto aproxima, gera diálogo e identificação.

E pra fazer um bom texto? Direto da redação, quatro dicas das boas:

1- Conheça MUITO o público:
assim mesmo, em caixa alta. Essa é a primeira dica porque conhecer o público é a primeira coisa que você precisa ao escrever um texto. Antes mesmo de abrir o word. Antes de apontar o lápis. E não é só conhecer, para fazer um bom texto você tem que conhecer muito. Saber a idade, se ele trabalha, como fala, o que gosta, os seus horários, como pensa, o que faz no seu tempo livre, quais os seus grupos de amizade, as séries que ele vê, tudo.
Conhecendo o seu público você consegue entender em qual contexto ele se insere e pode ter mais sucesso ao saber não o que ele quer ouvir, mas como ele quer ouvir. E quando for estudar o seu alvo, deixe os estereótipos e preconceitos de lado: esteja aberto para realmente conhecê-lo e não só deduzir do que ele gosta a partir daquilo que você acha.

2- Contextualize:
você conhece o seu público. Então se ponha no lugar dele e tente pensar como ele. Ao escrever sobre um assunto, comece partindo da maneira que o seu público vê esse assunto, e como o tema seria atraente para ele. A partir disso, não comece a “falar” do nada: crie algo chamativo para o começo, uma história, envolva e conquiste o seu leitor para que ele queira ler até o final.

3- Fuja do óbvio: desvie dos lugares-comuns. Reflita sobre as questões: qual é o ponto diferencial do seu texto? O que o deixa mais atraente que os outros inúmeros textos que falam sobre assuntos parecidos? Brinque com a linguagem e evite cair na mesmice. Até o mais instigante dos temas deixa de ser interessante com uma linguagem “maçante”.

4- Use linguagem acessível:
de novo, pensando no seu público, pense qual é a linguagem mais acessível para ele. Às vezes uma linguagem muito técnica ou muito formal afasta, deixa o texto cansativo e causa distanciamento. Em outras, é justamente esse tipo de abordagem que dá o resultado desejado. E ao mesmo tempo que usar emojis pode aproximar o texto de pessoas mais jovens, também pode afastar um público mais tradicional ou aquele que simplesmente não vê graça naquilo.

É isso: pense no público, sempre. Clareza e adequação são fundamentais. E no mais, busque algo realmente interessante – seja na forma, no estilo ou na abordagem, para se diferenciar. E fim de papo (por enquanto).

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Uma imagem vale mais que mil palavras?

Alexandre Estanislau

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Criatividade
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