Quando a Bolt fez 10 anos, nós produzimos um vídeo comemorativo que era na verdade um manifesto sobre a nossa percepção de futuro. A história toda, que você pode ver aqui, girava em torno de lidar com o tempo e com a vontade de prever o que vai acontecer. Falamos ali de como as pessoas percebem a evolução a partir daquilo que conhecem – em outras palavras, como elas constroem sua noção de “futuro” a partir do seu “passado”. Colocando assim, dá pra perceber porque muitas vezes é difícil inovar, ou mesmo compreender o novo e adivinhar que está por vir. Passado tem que ser conhecimento, nunca um limitador da capacidade de ver o que vem por aí com otimismo, frescor e mente aberta.

E por que falamos disso já há um bom tempo? Porque a habilidade de sair desse círculo vicioso que literalmente nos deixa parados no tempo é fundamental para trabalhar com comunicação.

Revisitando o excelente “Comunicação na era Pós-Digital”, do não menos excelente Walter Longo, esse assunto vem na lembrança – pela visão do autor sobre a ubiquidade do digital, a onipresença do online que faz cair por terra qualquer ideia de que a web é uma espécie de universo paralelo – muito antes pelo contrário. Afinal, já tem algum tempo que ninguém mais para tudo pra “entrar na internet”. A era é pós-digital no sentido de que essa separação não cabe mais.

É daí que vem a necessidade de se descolar da zona de conforto para não dar murro em ponta de faca. Para não ficar datado, fraco, careta, quando nos colocamos a pensar em estratégias e conceitos para os nossos clientes, e no próprio posicionamento do nosso negócio enquanto agência de comunicação.

Online x Offline?

Em um comportamento muitas vezes condicionado pelo hábito (um grande algoz da criatividade), muita gente pensa em dualidades que não fazem mais sentido. Tipo on e off. Digital e “tradicional”. São conceitos que foram se dissipando, nesse mundão em que os meios mais antigos foram naturalmente abraçando linguagens e processos que antes pertenciam apenas ao não tão antigo universo do online.

A forma como as pessoas – e por consequência as marcas – se relacionam entre si foi inexoravelmente “contaminada” pelos comportamentos que um dia foram tipicamente digitais, e a separação que existia se foi para nunca mais voltar. Por aqui, nós tivemos a felicidade de vivenciar muito de perto essas mudanças que foram ditando os rumos da comunicação hoje. Uma revolução silenciosa, e como aponta o próprio Walter Longo, “durante períodos revolucionários se torna mais difícil perceber que fazemos parte deles”.

Ao definir estrategicamente o suporte de comunicação, o meio, o que está sempre no radar é, sim, a forma como as pessoas se relacionam com a informação. E isso levando em conta um contexto de mudança frenética, muito rápida e incessante, porque hoje as coisas podem – e vão – ser assim. Nunca se falou, gritou, respondeu, reclamou, tão depressa. Nunca tantos tiveram voz. Nunca a comunicação foi tão realmente multidirecional, e isso, de novo, vale para pessoas e marcas.

Faz muito tempo, numa galáxia muito distante, a preocupação maior era com o que as pessoas iriam achar daquilo que ouviam. Hoje, é com o que elas vão dizer de volta e com o que responderemos para elas, e o que vem depois.  Porque existem caminhos, redes, meios e eles estão irremediavelmente nas mãos de cada um. Provavelmente na sua, agora mesmo.

A previsibilidade é muito tênue, e o pensar estratégico exige adaptabilidade. Numa conversa de negócios, outro dia, a pauta era justamente a capacidade de se adaptar com tranquilidade a um cenário diferente ou inesperado. Em última instância isso significa encarar o que está por vir com segurança, mesmo diante de tantas possibilidades. Bom, simplesmente não dá para ser diferente hoje – como profissional, como marca, como pessoa. Lá se vão quase 7 anos desde que levantamos essa bola: o que vem por aí vai ser sempre mais do que a gente espera. E ainda assinamos embaixo.

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Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Há muito tempo (pela frente)

Alexandre Estanislau

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Comportamento
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