Num mundo de cada vez menos caracteres, parar um pouco e ler além é essencial

É senso comum que um bom repertório é muito importante para quem trabalha com comunicação e criação; mesclar referências e ideias geralmente é o que cria ideias únicas e geniais e, no processo de se comunicar com um público, é fundamental saber o que ele gosta e qual é o assunto do momento. Mas, o que você está fazendo sobre isso?

A referência e o repertório nunca foram tão fáceis de conseguir. O que antes demandava muito tempo, dinheiro e até a espera pelas férias para visitar o anúario de propaganda para olhar o que tinha saído, agora você consegue na tela do seu celular, na hora que quiser. Inclusive estar por dentro dos filmes, antes, cinema e locadora. Saber o que está sendo falado pelo público, fazer pesquisa, assistir TV, acompanhar os dados do Ibope e torcer para não errar a mão.

Agora está tudo muito mais acessível: pelos trending topics você acompanha o que tem repercutido, o Facebook disponibiliza dados sobre o seu público e como ele reage às publicações, fora que séries, filmes, livros estão ao alcance de um clique, no Netflix e na Amazon mais próximos de você. E quando antes você tinha que fazer muitas assinaturas para ter um pouco de noção do que estava acontecendo na esfera pública, agora você pode acompanhar por diversos canais, redes, blogs e aplicativos.

Mas essa facilidade nos deixou um pouco acomodados e preguiçosos. Em meio a tantas formas de conseguirmos referências, estamos acostumados a só ler a manchete, 140 caracteres e “googlar” na hora de criar. E não é assim que se constrói um repertório de verdade.

Quando você pega uma referência só superficialmente, só leu a sinopse – na maioria dos casos nem isso, só leu o começo da sinopse – isso reflete no seu trabalho. E o público não é nada bobo, não subestime a inteligência dele. Nesse conhecer superficial é que acontecem as gafes, e a comunicação não perdoa e nem esquece.

E é claro que em um mundo cada vez mais frenético e – quem trabalha com criação sabe bem – corrido, é natural que passamos a consumir mais e mais noticias, informações e produtos culturais de forma rápida. Ler 2 linhas, passar para o próximo. Mas não se engane: consumir não é necessariamente absorver. Formar repertório é muito mais do que ser bom de busca – é refletir, processar, compreender e incorporar a um estilo próprio. E é assim que a referência faz a diferença. Caso contrário, sem entender pelo menos um pouco a mais dos interesses do seu público, do seu vocabulário, não tirar um tempo para ler MESMO um livro, ver MESMO um filme ou uma série, seu repertório continuará tão raso quanto um pires.

Pare, pense. Desacelere às vezes, dedique tempo. mapas del mundo Acredite: repertório consistente facilita a sua vida, só melhora com o tempo e se destaca em um mundo tão conectado e que cada vez mais valoriza a referência. Estude, e o mais importante: aprenda – o seu público saberá retribuir.

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Ok, repertório é fundamental, mas e agora?

Alexandre Estanislau

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Conteúdo
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