O fenômeno da transformação digital atinge muito mais que os insumos e processos tecnológicos das empresas: ele faz com que toda a cultura organizacional do negócio deva ser reavaliada para que reflita diretamente no modo de pensar e agir dos colaboradores.

Nesse sentido, apenas empresas que estão dispostas a se reinventar são capazes de permanecer relevantes, já que só assim acompanham as necessidades do novo perfil de consumidor e do próprio mercado.

No post de hoje, explicamos por que a cultura da empresa vem sempre antes da tecnologia em tempos de revolução digital e por que toda organização deve se preparar para atuar nesse cenário. Vamos lá!

Por que a transformação digital requer uma mudança de cultura?

A necessidade transformação digital nasce a partir das mudanças comportamentais das pessoas – o que afeta inevitavelmente o cenário de mercado como um todo. Empresas que queiram se manter nesses novos cenários precisam, antes de mais nada, de mudanças comportamentais também.

Assim, a transformação digital requer toda uma mudança na cultura organizacional para acompanhar aquelas alterações de comportamento dos clientes ao longo dos tempos. E quando olhamos para o público e seu comportamento, dificilmente erramos.

Transformar-se digitalmente é hoje um pré-requisito para empresas que desejam se manter como grandes players no mercado; um desafio muito mais de gestão do que de marketing ou tecnologia. Mudar sem ter cultura não serve de nada para um negócio.

A tecnologia, nesse ponto, tem o papel de ferramenta para auxiliar o trabalho de gestores e funcionários. É preciso, sim, investir em ferramentas digitais, mas a transformação digital vai além. As máquinas e sistemas fazem parte desse contexto, mas não são nem o objetivo nem a parte mais importante.

São as mudanças de comportamento, atitude, postura e posicionamento que vão levar à adoção de determinadas práticas, o que, consequentemente, permitirá que as técnicas, processos, comunicação com stakeholders e até o modelo de negócio possam também se transformar.

A maioria das organizações tem aprendido isso na marra, na base de erros e acertos. Empresas que compreendem a necessidade de alterar todo o seu modo de agir e pensar antes de começar a implementar novas tecnologias, porém, saem na frente e estão mais preparadas para encarar seus desafios.

Algumas empresas ignoram isso? Quais as possíveis consequências?

Até mesmo grandes empresas têm ignorado o fato de que a transformação deve se basear inicialmente em uma mudança cultural e partir de cargos mais altos até chegar aos mais baixos, o que leva a uma perda de tempo e dinheiro.

A falta de sistemas integrados, por exemplo, deixando todos os seus processos mais lentos, desorganizados e burocráticos.

Na prática, o que precisa mudar?

Os processos de transformação digital muitas vezes partem de uma falta no mercado; novidades que muitas pessoas até então pensavam ser desnecessárias, mas que de fato atingem um público as adota com naturalidade – por exemplo, ao querer lidar com determinados serviços apenas no digital. Esse contexto dá espaço  iniciativas como o Nubank — banco que interage com seus clientes apenas virtualmente.

Deve ser modificado, em primeiro lugar, o espaço dado à abordagem da tecnologia. Levar em conta a tecnologia e seus impactos é um ponto central. Isso porque mesmo empresas que já nasceram no digital podem não ter se transformado digitalmente por não absorverem as evoluções e mudanças comportamentais que esses impactos potencializam.

Isso significa também adquirir todas as tecnologias da área de atuação, mas é, principalmente, incorporar as práticas que sejam úteis ao core business do negócio.

Quais são essas mudanças de atitude e comportamento?

É essencial que o gestor entenda e saiba aplicar novas formas de trabalho – por exemplo, admitir horários mais flexíveis, extinguir espaços físicos desnecessários e pensar em contratar freelancers ou trabalhadores em home office.

Além disso, é fundamental que ele entenda que as tecnologias são apenas ferramentas, que não substituem o trabalho humano, mesmo nos casos de inteligência artificial.

Por fim, é preciso compreender que as equipes de marketing, vendas e TI devem sempre trabalhar em conjunto e estar perfeitamente alinhadas, afinal, a transformação digital não depende da tecnologia, mas de mudanças reais e de como a empresa vende seu serviço e trabalha sua imagem — e, consequentemente, de como o produto chega ao mercado e é visto pelo cliente.

Como essas empresas que se transformam digitalmente se preparam melhor para atuar no mercado?

Como dito, é essencial que as empresas alterem, primeiro, sua cultura organizacional, para somente depois se adaptarem tecnologicamente. De nada adianta contar com um computador de ponta se ninguém sabe operá-lo ou se os funcionários continuam enviando e-mails mesmo com a existência de um sistema integrado.

Mesmo as empresas que oferecem serviços que podem se tornar obsoletos ou menos requisitados no futuro podem migrar para novas tecnologias mais automatizadas e oferecer serviços diferenciados ao se transformar tecnologicamente (como fornecedores de call centers telefônico passando a adotar também os chatbots, por exemplo).

Certo é que um dos maiores desafios para o negócio é saber o que deve ser alterado em seu fluxo de processos para atender o novo consumidor. Nesse ponto, estudar o público e contar com o auxílio de profissionais qualificados pode ser de grande ajuda.

E então, entendeu de vez por que, ao promover uma transformação digital no seu negócio, você deve mudar a cultura da empresa antes de investir em tecnologia? Ainda tem alguma dúvida? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião!

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Transformação digital: a cultura da empresa vem antes da tecnologia

Alexandre Estanislau

Sócio fundador e CEO da Bolt Brasil, atuando como Diretor de Criação, graduado em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, pós-graduado em Gestão Estratégica em Marketing pela PUC-MG. Premiado em inúmeros festivais brasileiros (Bienal de Design Gráfico – ADG, Clube de Criação de São Paulo, Clube de Criação de Minas Gerais, Prêmio About de Comunicação Integrada, Prêmio MMOnline – MSN) e internacionais (Festival Internacional de Cannes, Festival Internacional de Londres, One Show Interactive – Nova York). Criou e coordenou o Quinta Digital por 3 anos, que já passou pelas cidades de Uberlândia, Juiz de Fora, Divinópolis e João Pessoa-PB. Foi professor de Direção de Arte no curso de Comunicação Digital e Hipermídia da UNI-BH por 2 anos e palestrante em diversos eventos. Atualmente é professor da disciplina Mobilidade e Produção de Sentido no MBA em Comunicação e Marketing do IEC – Puc Minas, professor da disciplina Dinâmica das Agências Digitais na Pós-graduação UNA, Presidente da ABRADi-MG (Associação Brasileira de Agentes Digitais – Minas Gerais) e Diretor da ABRADI Nacional (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Categoria: Comportamento
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